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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Então eu li: "Capitães da areia"


 Capitães da areia é um clássico da literatura nacional, e é com esse que eu começo uma nova categoria aqui do Blog, que são os "Clássicos da Literatura Nacional"! (dã)
Admito que por muito tempo eu tive esse pré-conceito, mas livros como esse que venho apresentar pra vocês, tiraram esse pensamento retrógrado e tão fechado que eu tinha. Após conhecer essa literatura que começou a me cativar eu fiquei com mais vontade ainda de ler outras histórias clássicas e valorizar essa literatura tão conhecida, porém pouco valorizada. 
O motivo do meu pré-conceito foi o fato de que os primeiros contatos na escola que eu tinha com livros desse gênero não me adquiriram nada, as leituras obrigatórias do meu colégio me deixaram com o pé atrás e eu fiquei sem vontade nenhuma de procurar outros livros com a mesma temática. Porém, foi eu começar com livros de fora que eu fiquei ainda mais animada em trazer essa categoria aqui pro Blog. 
E eu não poderia começar esse projeto com um livro melhor do que Capitães da Areia. O livro do Jorge Amado, escrito na segunda fase do modernismo e trazendo tantas características que te conquistam com o passar da leitura. 
O livro conta a história de um grupo de crianças e jovens órfãos (com idade entre 12 e 16 anos) que vivem na Bahia e não tem para onde ir. Não tem o que comer, o que vestir, não tem onde estudar e garantir um futuro, enfim, não possui nada além da companhia um do outro. O grupo chamado de Capitães da Areia, vivem num velho trapiche na beira da praia e rouba pra se sustentar. Dentre todos os garotos, conhecemos algumas histórias particulares como a do Pedro Bala, líder do grupo com 14 anos, sonha em conhecer outros lugares e se coloca em posição de proteger todos os outros garotos. Conhecemos também o Pirulito, que diante de toda a miséria encontra Deus e ali tem seu ponto de apoio, encontra a paz diante dele e consegue até mesmo ser feliz quando conversa com ele, e com isso é capaz de deixar Sem-Perna com inveja. Sem-Perna, meu personagem preferido, não consegue encontrar felicidade, paz, sossego, e nem mesmo amor em nada. Após ser capturado pela polícia, enviado para o reformatório, mal tratado, judiado, possui ódio de tudo e de todos. Com esse ódio que possui em seu coração faz piada, brinca com os outros, ri dos outros, pensando que assim conseguira disfarçar o rancor que possui la no fundo. 
Uma personagem muito importante também na história é a Dora. Menina que perde a mãe pra a Bexiga, e mesmo com as indicações pra trabalho, não consegue arrumar um emprego, e ela, junto com seu irmão Zé Fuinha, acabam na rua. Quando os Capitães da Areia a encontram, levam-a para o trapiche, o que faz com que a maioria dos meninos a veja como um símbolo sexual e nada mais, apenas ali para satisfazer suas vontades. Acudida por Pedro Bala, Dora e o irmão ficam no trapiche e com o tempo se sentem seguros. 
Dora passa de um objeto sexual para irmã de alguns e muito mais bonito que isso, como mãe. É uma menina doce, carinhosa, que cuida dos meninos, os surpreendem quando mostra que menina também pode ter coragem, e assim ganha a confiança deles. Gostam dela, amam ela, a chamam de mãe. É a nova mãe para todos aqueles meninos desolados, que estavam a procura de carinho, de alguém que cuidasse deles. E nela encontraram todos esses adjetivos. 
Pedro bala ainda, encontrou uma noiva. Descobriram aos poucos a paixão, e ali, deitados na areia, deram-se como noivos. 
É incrível ver os personagens, com suas idades ainda na puberdade, sendo tratados como adultos, ou até mesmo como vermes. É incrível perceber como certas vezes até mesmo eles agem como tal, por precisarem crescer mais do que deveriam, pra conseguir algum sustento e uma pequena melhora de vida. Mas, no fundo, nós percebemos que são apenas crianças, que precisam de carinho, de contato, de amor, e que na verdade, só querem passar um dia brincando de carrossel. 
Logo no começo do livro o coração já pesa. Vale ressaltar que o livro é de 1937 e podemos muito bem ressaltar detalhes e trazê-los para a nossa realidade atual. O que é no mínimo triste. O livro possui partes chocantes, como quando um dos meninos é levado para o reformatório e precisa ficar num lugar que não cabe nem mesmo o próprio corpo, sendo alimentado apenas por feijão bem salgado e um copo de água. Às condições miseráveis nos chocam. 
Jorge Amado consegue, mesmo não sendo tão detalhista, nos comover com poucas palavras, mostrando o profundo de cada personagem. O autor consegue fazer com que a sua narrativa seja até mesmo seca, sem comoção em algumas partes, nos deixando com o coração na mão. A narrativa é leve, por ser um livro modernista, traz muitos detalhes que deixam a leitura bem fluída. A crítica social é incrível, o que faz o livro ganhar nada mais do que cinco estrelas. 
Um ótimo livro, com ótimos quesitos, ótima proposta, ótimo desenvolvimento. Uma leitura essencial pra todos que gostam de um bom livro :)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

TV Show: Sherlock

Já é do conhecimento desse mundo inteiro que eu sou apaixonada por séries. Descobrir séries novas é uma experiencia incrível e revigorante, ainda mais quando você descobre uma como essa.  
Se você quiser ler uma resenha cheia de amor, sugiro que continue lendo haha.
Sherlock Holmes ganhou meu coração há muito tempo, mais precisamente quando ganhei "Um estudo em vermelho", cerca de uns 5 anos atrás e me apaixonei pelo livro. Os filmes dirigidos por Guy Ritchie chegaram ao cinema mais ou menos na mesma época, então esse amorzinho por Sherlock já tem algum tempo. 
Quando me veio ao ouvido a existência da série eu fiquei super feliz, mas adiei por algum tempo. Quando tive oportunidade e a vi na Netflix, corri pra assistir e logo no primeiro episódio, tenho que compartilhar isso: foi A M O R.
A série possui 3 temporadas até agora, com 3 episódios de 1hora e 30minutos em cada uma. O maldito hiatus para a série é, no mínimo, de 2 anos, o que mata qualquer um. Então eu sugiro aproveitar com precaução, pois a espera é longa. 
Sherlock vive em Londres atual, e resolve os mistérios e os casos que Arthur Conan Doyle escreveu em seus contos, como  "Um estudo em vermelho" e "O cão dos Baskervilles", ou as vezes, casos que não foram escritos pelo tal, porém são sempre minifilmes de casos que Sherlock ajuda a resolver. Os casos possuem algumas modificações em relação ao tempo atual, mas nada gritante, pelo contrario, faz você se apaixonar ainda mais. 
Sherlock possui as mesmas características de sempre. Arrogância, inteligência, e a astucia para resolver seus casos apenas com um olhar e com suas deduções. Mas o que o faz ser inteligentíssimo em relação a estudos e deduções, o faz ser um dos mais ignorantes para questões sociais, dificultando qualquer relação íntima com as pessoas. Na série vemos esse papel sendo interpretado por ninguém menos que Benedict Cumberbatch com aquela voz maravilhosa que conquista a todos (<3).
E esse personagem me encanta em diversos aspectos, por ser alguém tão excêntrico em meio ao ambiente que vivemos, a dificuldade em manter e construir relações, é tudo tão raro, tão único, você quer abraça-lo e soca-lo ao mesmo tempo em muitas (ou quase todas) as ocasiões. 
A série tá simplesmente fantásticas. A direção, o elenco, o roteiro, sou suspeita pra falar, já que se tornou um forte concorrente para Friends (série preferida de toda a minha vida).
Se você gosta de mistério e casos policiais, eu receio que você vá amar a série tanto quanto eu. 
Meu próximo passo para Sherlock Holmes é conseguir ler todos os seus contos e livros, afinal, quanto mais Sherlock melhor!
Segue o Trailer pra deixar vocês tentados:


Então é isso, espero que vocês tenham gostado e até a próxima :)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Então eu li: "O circo da noite"

 "O circo chega sem aviso.
Nenhum anúncio o precede, nenhum cartaz em postes ou outdoor, nenhuma menção ou propaganda nos jornais locais. Simplesmente está lá, quando ontem não estava"
Assim começa "O circo da noite", um livro que a priori você se envolve com a leitura sem saber o que esperar, e é isso que faz a leitura ser tão dinâmica e surpreendente.
Eu me entreguei ao livro sem nem mesmo saber a sinopse, pois era por isso que eu estava procurando, uma surpresa. E o livro atendeu a todas as minhas expectativas. 
"O circo da noite" conta a história de Celia e Marco, uma dupla fadada ao destino de um desafio feito anos atrás, por seus orientadores. Sem saber muito sobre o que o desafio realmente se trata, os dois acabam se envolvendo amorosamente, esquecendo dos demais envolvidos e das consequências de tais atos. 
Apesar do romance envolver os personagens principais, o livro não se concentra apenas nisso, o ponto principal da história acaba sendo outra vertente, não o romante mas sim o circo, Le Cirque des Rêves (O circo dos sonhos). 
Pelo livro ser narrado em terceira pessoa, nos vemos como espectador do circo em diversas vezes, nos vemos como amantes do próprio circo, sempre querendo e aproveitando cada novidade, cada tenda descrita e cada detalhe comentado sobre ele. 
É incrível o jeito que a autora, Erin Morgenstern, nos envolve. 
O livro é bem rápido, os personagens são bem excêntricos, e as vezes a história da uma perdida, pra no final poder se encontrar. Quando você pensa que uma ponta foi deixada solta, lá está a história se entrelaçando novamente. Também não é um livro previsível, as hipóteses que são criadas em relação ao final dele, raramente irão se concretizar, pois é bem imprevisível. 
Apesar de eu ter gostado bastante do livro, vejo que não são muitas as pessoas que concordam comigo nesse quesito. O livro é bem 8 ou 80, o fato dele ser bem excêntrico pode não conquistar a atenção de todos os leitores. Pessoalmente eu achei a leitura mais do que satisfatória, mas percebo que é um livro para poucos, haha
Outro ponto que eu gostaria de destacar é a edição maravilhosa deste livro. Ele é maravilhoso, com certeza um dos mais bonitos visualmente que possuo na estante. 
Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima :)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Então eu li: "Adeus, por enquanto"

Adeus por enquanto conta a história de Sam Elling, um nerd que trabalha com computação, desenvolvendo projetos de aplicativos inovadores. É em uma dessas que ele inventar um aplicativo que o faz ser demitido, afinal, o aplicativo é tão bom que acabaria matando o mercado. 
Desempregado, sem ter aonde ir e sozinho, ele acaba usando o aplicativo para si mesmo. O alogaritimo nada mais era do que uma ferramenta para descobrir sua alma gêmea. Alguém que combinasse completamente com você e que tornasse o seu final feliz mais próximo. E assim ele encontra Meredith Maxwell, eles começam a se relacionar e descobrem que realmente o aplicativo funciona corretamente.
Mas Sam não contava com um acontecimento terrível que faria com que Meredith se distanciasse dele. Sua avó Livvie falecera, e isso trouxera uma onda de mágoa e sofrimento para a garota. 
Com o intuito de acabar com essa dor, Sam usou da sua inteligência na computação e desenvolveu outro aplicativo. Dessa vez Maradeth seria o unico e exclusivo usuário. Ela poderia conversar com a avó do mesmo jeito que conversava quando ela ainda estava viva. Por e-mail, telefone, mensagem de vídeo e sms. Sam conseguiu fazer um aplicativo que lesse todo o conteúdo que ela havia publicado quando ainda estava viva, publicando o mesmo, mas com detalhes diferentes. Era uma loucura, mas naquele momento, amenizava a dor que sua amada estava sofrendo. 
Eles passaram por dificuldade por um tempo por causa do mesmo aplicativo, brigas com a família, brigas internas pois aquilo havia se tornado uma espécie de vício para a garota que agora queria conversar com Livvie 24 horas por dia, sentindo a ausência que antes não percebia.
Porém, mais pra frente eles resolvem dividir aquilo com outras pessoas que possuem a mesma dificuldade que Meredith. 
"Adeus, por enquanto" tem um enredo inovador e bem interessante mas eu achei que em momento nenhum a autora soube desenvolver isso. A narrativa é cansativa, sempre dando voltas ao invés de ser mais direto, os personagens são bem mal desenvolvidos e em geral eu me arrastei na leitura até o ultimo segundo apenas pra tentar terminar o livro. O livro com uma premissa tão grande por tocar no assunto de entes queridos não nos deixa fluir sentimentos nenhum. Uma decepção pra mim, infelizmente.


Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima :)




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

TV Show: Twisted

Twisted conta com três protagonistas. Danny, Jo e Lacey.
Jo é uma garota simpática, mas bem introvertida. Que não desiste das coisas muito fácil, é uma daquelas amigas que vai sempre estar ali quando você precisar dela. Alumas atitudes dela vão te irritar, algumas vezes você vai abraça-la e dar-lhe um soco na cara ao mesmo tempo. Porém, é uma das personagens com mais personalidade em toda a série.
Lacey é a popular da escola, que após algumas decisões e algumas coisas que prefere deixar no passado, se ver perdida no meio de todos os "amigos" que a cercam. Sinceramente, ela é a que mais me irrita na série. Muitas vezes tem esse desejo de atenção etc etc. 
E existe o Desai, ou Danny. Que acaba de chegar do reformatória, onde teve que cumprir detenção de 5 anos após o assassinato, quando ainda era uma criança, de sua tia, em frente a suas duas melhores amigas (Jo e Lacey). A sua chegada na escola é bem conturbada, até porque ninguém gostaria de manter amizade com um "psicopata". Ele vai tentando reconquistar os laços de infância com as amigas, e encontra muitos problemas ao perceber que ele havia feito com que as meninas perdessem parte da infância delas por causa do ocorrido. 
Mistério e suspense são parte fundamental nesta série. Os segredos de Desai e sua família, o que existe por trás de tudo o que ele fez e de tudo o que aconteceu durante esses anos que passou fora. 
A série possui 19 episódios e já foi cancelada. O desfecho é dos mais curiosos possíveis, porém não tem um final concreto. 
Como dito, a série foi cancelada, e era provável que todos os segredos e mistérios fossem revelados numa segunda temporada que na verdade não veio a existir. 
A série me encantou bastante, os personagens são bem cativantes, os episódios e ocorridos não são previsíveis e você fica sempre com gostinho de "quero mais". Achei uma morte horrível não terem renovado a segunda temporada e terem deixado esse final aberto. 
É uma série com roteiro bem diferente dos que parecem até clichê hoje em dia, foi um dos motivos pra eu ter tido uma quedinha pela série. E convenhamos que por apenas 19 episódios vale a pena dar uma chance né?

Então é isso gente, espero que vocês tenham gostado e até a próxima :)


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Então eu li: Uma longa jornada

Já faz um tempo que não venho aqui, e acho que o controle da minha leitura está mais perdido que nunca. Ultimamente minha escola anda uma bagunça, minhas notas, minha vida pessoal. Resumindo, tá tudo muito bagunçado e nem mesmo minha leitura pode sair ilesa. 
O livro que eu trago hoje foi uma das leituras que comecei pra ver se recuperava o ritmo, então era algo bem simples.
Uma longa jornada traz a história de três narrativas diferentes. Sophie, universitária que acabara de terminar um relacionamento pé no saco. Luke, que participa de torneios de montaria e faz de tudo para ajudar sua mãe na fazenda. E Ira, que perdera todos a quem realmente amou e acaba de sofrer um acidente de carro e tendo a vida por um fio, começa a ter visões com sua mulher, que morrera há alguns anos. 
As histórias eventualmente se encontram em alguma parte. Sophie, sofrendo com a perseguição do ex, que jura de pés juntos ter mudado e melhorado suas atitudes, acaba "encontrando-o" em uma festa pós rodeio, e Luke acaba salvando-a das mãos do agressivo namorado. 
Após o ocorrido os dois acabam se encontrando uma, duas vezes, até que começam um relacionamento sério, e apesar das probabilidades de não acabarem bem, levam a vida como se não houvesse nenhum problema com o futuro.
Ira, apesar de passar boa parte da história apenas contando sobre sua vida, com a ajuda de visões que sua mulher acaba "proporcionando", tem fundamental importância para o "final feliz" da história.
A narração desse livro é bem cansativa, e em várias partes da história quis pular páginas e passar o blá blá blá. O livro foi, de longe, um dos mais chatinhos que já li do autor, apesar do final ser bem surpreendente e te deixar suspirando um pouco.

Fico me perguntando até quando irei querer ler esses tipos de livro tentando dar uma chance de ser, no mínimo, uma boa e aproveitável leitura.
Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima (:

"Porém, a experiência me ensinou que o destino às vezes é cruel e nem mesmo umas boas doses de esperança é suficiente."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cinema: A onda

A onda conta a história de Rainer Wanger, um professor numa escola na Alemanha, tem a missão de ensinar Autocracia para os alunos. Vendo o desinteresse deles relacionado a matéria, ele busca um jeito novo de entretê-los. Logo na primeira aula, ao citar Segunda Guerra Mundial os alunos se desanimam ainda mais com o curso e muitos deles dizem que estão cansados desse assunto, pois reconhecem agora que tudo o que foi feito não ocorrerá novamente.
Diante deste discurso do qual os alunos se dispõem, o professor formula um projeto que deverá ser feito em uma semana, em relação a disciplina e comportamento dos alunos. São aplicadas regras e sob todas elas, o professor usa um pretexto de que elas servem pra ajudar em algo. Um dos exemplos é que eles são agora obrigados a levantar a mão e logo após se levantar para conversar com o professor, com o pretexto de que ao estar de pé, a circulação do sangue é melhor, a respiração mais fluida, e assim o desempenho do aluno se multiplica. 
Tudo começa com essas pequenas regras, logo após eles possuem um uniforme, um nome, uma saudação, um líder, mais seguidores e tudo se torna um fascismo completo em forma de "ensinamento". 

O que o professor não previra é que os alunos levassem isso tão a sério. O desempenho deles duravam até mesmo fora da escola. A união deles se solidificaram, eles eliminavam quem não participava do grupo, e tudo virou muito radical.
O final do filme é um pouco surpreendente. Mas o filme em si traz uma temática muito boa. Eu acho interessante pois o filme é bem recente (2011) e ele nos envolve de maneira a acreditar que poderia Mesmo acontecer tudo novamente, todo o fascismo e mais uma grande guerra. Tudo o que envolve Segunda Guerra Mundial pra mim vai ser surpreendente (desculpa sociedade), então o filme não fica muito atrás não, acho bacana dar uma chance pois é bem legal.
Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima :)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Então eu li: Feios

Tally Youngblood, uma garota que está prestes a completar 16 anos e se tornar perfeita. 
A distopia de qual venho falar hoje pra vocês é sobre a história desta garota. Ela mora na Vila Feia, aonde habitam apenas pessoas menores de 16 anos que estudam, aprendem sobre o passado e principalmente sobre o futuro. E o que se sabe é que, ao completar 16 anos você se muda para a Vila dos Perfeitos. E essa transição é normal e obrigatória para todos. No dia do seu aniversário você é submetido a uma cirurgia, aonde todos os seus defeitos (ou não) são corrigidos. Eles mexem nos seus ossos, músculos, rosto, e em todos os seus pequenos detalhes de Feio.
Ao primeiro ver, é um pouco assustador. Mas até os seus 16 anos eles explicam que no decorrer da história do universo humano, o homem fez muitas coisas para sobreviver. E assim como muitas coisas deram certo, muitas deram errado. Ao se submeter a essa cirurgia você fica Perfeita. Você não possui mais obrigações, sua única obrigação é se divertir, ir a festas, conhecer novos perfeitos. 
Eles te ridicularizam quando você ainda possui aparência Feia, e isso te faz acreditar que realmente, você não tem maturidade nenhuma na vida para entender as coisas, e que a  cirurgia é realmente necessária. E todos os Feios começam a esperar o seu aniversário de 16 como se fosse o dia mais feliz de suas vidas. Bom, na verdade quase todos. 
Um pouco de 4 semanas antes de seu aniversário, Tally conhece Shay em uma de suas aventuras ao invadir a Vila dos Perfeitos. Elas se tornam grandes amigas apesar de suas opiniões divergentes, e exploram todos os cantos que as duas conheciam através de suas pranchas magnéticas (isso é como se fosse o principal meio de transporte do livro inteiro). Mas o que Tally não esperava era que um pouco antes de seu aniversário Shay fosse se engajar totalmente em sua ideia contra a cirurgia tão esperada para os Feios, e fugir para um mundo quase desconhecido por ela.
Fumaça é um lugar que há muitos anos atrás havia uma civilização (de Feios) e devido a um vírus que contaminou o petróleo, a espécie foi se extinguindo. Nos tempos atuais do livro é contada sobre, e todos conhecem a história do lugar, mas sobre o que não suspeitam é que ele ainda exista, e ainda pior, que abriga vários Feios que não possuem intenção alguma de se submeter a cirurgia. 
Em meio ao plano da Shay, Tally não sabia que sua vida acabaria mudando, e que ela teria que passar por mais inúmeras aventuras mesmo sem a amiga. 
O livro tem uma proposta Muito bacana, e a história me encantou logo de cara. É interessante analisar o fato do autor trazer a realidade do Fumaça e dos Feios à nossa realidade. Com o tempo nós percebemos que ao se referir a eles o autor nos descreve. 
E a obsessão que os Feios procuram em se tornar Perfeitos é uma coisa que ocorre na nossa realidade atual.
O livro faz parte de uma série de três outros e tenho que dizer que o final me deixou com gostinho de quero mais. Porém, apesar da história ter um tema e uma premissa muito boa, a autora não soube desenvolver de forma tão surpreendente, as vezes me deu umas complicações em meio aos fatos, mas não sei se foi o desenrolar mesmo ou se meu sono estava maior que tudo (haha). Mas a leitura flui, a linguagem é bem simples e te deixa com vontade de terminar o livro e pedir por continuação.

Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima :)

"Vistas à noite, as ruínas pareciam muito mais reais para Tally. Nas excursões da escola, os professores sempre retratavam os Enferrujados como estúpidos. Era quase impossível acreditar que as pessoas vivessem daquele jeito, queimando árvores para desocupar terra, consumindo petróleo para gerar calor e energia, rasgando a atmosfera com suas armas."

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Então eu li: "The 100" + TV Show

Livro
Comecei a assistir The 100 e desde então fiquei bem curiosa sobre a série. Quando descobri que havia o livro, achei que valeria a pena lê-lo, afinal a série estava me encantando e havia muita gente falando bem do livro, e o assunto só estava crescendo. 
O livro The 100 conta a história de sobreviventes de um apocalipse nuclear na terra que ocorrera há 97 anos. Dentre 400 pessoas, a espécie foi crescendo e se socializando na órbita. A Arca, aonde eles viviam, era dividida em três "classes": Phoenix, Walden e Arcadia. Sendo Phoenix a estação que possue mais privilégios. 
Após todos esses anos e todas as gerações crescendo, o estado da Arca já não é mais o mesmo. Os suprimentos e o próprio oxigênio estão chegando ao fim, e o Chanceler (que seria como o prefeito) precisa tomar alguma atitude para que a espécie humana não acabe. 
Diante dessa situação, a solução que encontra é mandar todos os detentos para a Terra, para poderem saber se é habitável.
Série
Os detentos possuem menos de 18 anos pois após completarem essa idade são julgados culpados ou inocentes pelos seus crimes, e sendo acusado como culpado sua sentença é a execução. 
São enviados então, 100 pessoas menores de 18 anos, que nunca viram mais do que estrelas pelas janelas de uma estação espacial para a Terra, para que possam descobrir se é habitável ou não. 
No livro temos quatro pontos de vista diferentes:
Wells, filho do Chanceler, que comete um crime apenas pra estar com a garota de sua vida, a que cometeu um erro quase imperdoável. 
Bellamy, que por suas atitudes impulsivas também consegue seu passaporte com ida para a Tera apenas para cuidar de sua irmã.
Clarke, que após perder seus pais, sempre teve o sonho de ir para a Terra. 
E Glass, nosso ponto de vista sobre a Arca. Ela é fundamental para o livro, pois é a partir dela que sabemos o que está acontecendo com a Arca e com todas as pessoas que ainda vivem lá. 
O livro é bem curtinho, os capítulos são bem rápidos e a história se desenvolve bem fácil. E o final nos deixa com vontade do segundo livro (que infelizmente não temos nem previsão de lançamento aqui no querido Brasil). Acrescento que a arte da capa eu achei maravilhosa!

A série é bem curta, conta com apenas 13 episódios e pelas novidades que ando vendo, a segunda temporada será da mesma forma (prevista para 22/10/2014). 
Conta praticamente o dia a dia dos detentos na terra, sobre a perspectiva de todos. Mais coisas acontecem, e há mais ação (o que devido aos acontecimentos acho extremamente necessário). Nos prende com as histórias bem imprevisíveis e nos conquista com o pequeno (quase nada, juro) romance. 

Jasper, Octavia, Bellamy, Clark, Wells, Finn e Monty
As diferenças notáveis entre a série e o livro são: Na série existem alguns personagens que não se encontram no livro. Como o Finn, um dos principais da série, que faz triângulo amoroso com a Clark (afinal, parece que todas as séries PRECISAM ter triângulo amoroso, já tá meio chato isso né?!), e que não existe no livro (o que é um alívio pra mim). Ou até mesmo o pai e a mãe da Clarke, que no livro os dois acabam sendo executados, já na série a mãe ainda vive, e é sobre a vida dela, e o que acontece ao seu redor que sabemos o desenrolar dos problemas na Arca. Assim como a Glass que existe no livro, mas não existe na série. 
Uma das melhores coisas do livro é a descrição das paisagens. Os detentos, como disse, nunca viram nada além das estrelas e constlações. Pra eles, estar na Terra é milhões de vezes melhor do que todas as definições que eles já leram na Arca, e muitas vezes os personagens param tudo o que estão fazendo apenas para olhar o por do sol. Uma das melhores cenas do livro é quando começa a chover, o jeito que eles ficam maravilhados com a chuva quase nos faz sentir culpados por termos isso e não aproveitarmos. É a melhor coisa do livro
Para a série


inteiro (pra mim), com certeza.

Pra concluir devo dizer que os dois pra mim são fantásticos, e acho que todos deveriam assistir, e ler (mas recomendo que leiam quando já lançarem os outros, pra poderem dar continuidade). 
Para o livro

Meus episódios preferidos: "Unity day", "We are Grounders (part. 1 e 2)

Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima (:





quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Então eu li: "Ps. Eu te amo"

Pode ter sido uma das minhas melhores aquisições desse ano inteiro!
É desse jeito que começo a resenha de hoje. Mas acredito que não seja exagero comentar isso. Em uma dessas promoções malucas do Submarino eu adquiri Ps. Eu te amo, por apenas 9,90. Até hoje é meio surreal acreditar nisso, pois era um livro que eu desejava muito ter. Confesso que acabei assistindo ao filme primeiro, há uns anos, mas a história realmente me comoveu e achei justo o bastante comprar o livro.
Como esperado, não me decepcionou de maneira nenhuma. 
O livro conta a história de Holly que após perder seu marido por um tumor no cérebro, não consegue de maneira alguma se recuperar e seguir em frente. 
Após um tempo ela tem a grande surpresa em descobrir que antes do marido partir, ele havia deixado cartas. Pequenas cartas, a maioria delas dando dicas, fazendo pedidos e ajudando-a a seguir em frente. A priori, Holly tende a hesitar por alguns motivos, mas por se sentir mais próxima a seu marido cumprindo o que ele diz, ela acaba cedendo. 
Holly descobre que seu Gerry, mesmo doente e cansado


havia deixado preparado várias surpresas incríveis que fizeram com que a mulher saiba que mesmo de longe, ele estava ali, torcendo para que daqui em diante a vida dela seja boa. Repleta de emoções, mesmo as que ela pensa nunca mais conseguir sentir em sua vida. 
É um livro com uma mensagem muito emocional, que traz sentimentos a tona e te faz refletir sobre questões do tipo, amar ao próximo e demonstrar esse amor, pois quando você notar que não o fez, já pode ser tarde demais. Coisa clichê, sim. É o luto. Te fazendo chorar a cada página e te fazendo viver a vida do personagem, te fazendo pensar e sentir como ele. Te faz pensar e relembrar coisas com um porte emocional muito grande. 

É uma leitura com narrativa fácil, rápida. E te faz chorar, pois essa é a intenção do livro mesmo, te fazer chorar. (haha)
O filme também te passa a mesma mensagem que o livro, mas claro de uma maneira menos pessoal e menos detalhista. Com alguns acontecimentos diferentes, mas em geral é muito bom também!

"Dizem que nada dura pra sempre, mas acredito firmemente que, na verdade, para algumas pessoas, o amor continua vivo depois da morte."
Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima (:

sábado, 21 de dezembro de 2013

Então eu li "Blecaute".

 Blecaute conta a história de três pessoas (Rindu, Mário e Martina) que após a experiência de explorar uma caverna, voltam à cidade e se deparam com tudo diferente. As pessoas viraram estatuas, como bonecos de cera, e não há explicação nenhuma para o fato ocorrido. Agora eles são os únicos habitantes de São Paulo. Mas em meio a todo o bem material, eles se veem sozinhos, perdidos e tristes por não haver com quem compartilhar, ninguém além deles mesmos, nem mesmo com quem aproveitar tudo aquilo, que agora os pertence.
E apesar de toda essa mudança, Rindu se vê do mesmo jeito. Antes, pensando em cursar a faculdade de Direito, acabou mudando de ideia optando por Biologia, não por ser uma coisa que gosta, mas apenas por que acha que é o que ele realmente merece. Nunca pensa em suas escolhas, muitas vezes acaba escolhendo o que julga ser melhor para os outros. E é por esse ponto de vista que a história segue. Narrado por Rindu e suas ideias e conceitos.
Mário, seu melhor amigo, é diferente. Mário faz loucuras, e tudo o que vier em sua cabeça, por mais louca que seja sua ideia. Cursando engenharia, apesar de ser “jogado para o mundo” possui uma inteligência perceptível. E há Martina, que acaba ficando com ele.
É uma distopia bem interessante pois é tratada em São Paulo, o que nos faz pensar que, sendo essa,  “a cidade que nunca dorme” como seria capaz, algum dia de parar, assim, de uma hora para outra. E é incrível o jeito que o protagonista consegue nos conquistar, e sem duvida nos fazer refletir sobre até mesmo nossa existência. Essa é uma parte que me chamou bastante atenção pois, até mesmo as perguntas que ele faz a si mesmo, nós podemos fazer, mesmo sem estar em uma situação como a dele.
“Fazer o que em São Paulo? Fazer o que em Nova Iorque? Fazer o que com o tempo? Fazer o que com o nascimento diário do sol? Fazer o que com as granadas se estilhaçando em fragmentos? Fazer o que, caso ela tenha um filho? Fazer o que, se acabar a luz? Fazer o que , se formos atacados por jaguatiricas? Fazer o que com tudo o que aprendi? Fazer o que com palavras? Fazer com a minha obra, com a minha imagem? Fazer o que com a humanidade? Fazer o que com a cidade presenteada? Fazer o que com a indiferença do que é verdade e mentira? Fazer o que para alguma coisa ter sentido?

Por que luto para conservar a minha vida? Por que desapareceram os valores morais? “.

Também nos faz imaginar, o que nós faríamos se estivéssemos no lugar deles?
Os personagens são bem criados e nos cativam do inicio ao fim. E também os dramas que o autor cria nos envolve e nos deixa intrigado até o momento em que a leitura é finalizada.


O final, em minha opinião, não foi muito bem desenvolvido e deixou a desejar, mas o livro em si é bem instigante. 
Então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima (:

sábado, 19 de outubro de 2013

Então eu li "Resposta Certa".

Um dia conta a história de Brian Jackson, que aos 19 anos está passando por várias mudanças. A começar pela sua entrada na universidade. A partir de agora, ele espera muitas coisas para a sua vida, ele quer mudanças, quer crescer. E muitas coisas acontecem devido a sua vontade, como por exemplo, ele entra no Desafio Universitário, se apaixona por uma das garotas mais bonitas de lá (e devo dizer que Brian tem problemas com a sua autoestima por ser cheio de espinhas em plenos 19 anos), as trocas de amizades, perdas etc etc etc. Brian tenta, de qualquer maneira se enturmar, se dar bem com todos, mas o que acaba acontecendo é que cada vez que ele quer dar um passo para frente, acaba dando dois para trás por causa dos desastres que acabam acontecendo.
O livro nos faz ter vergonha alheira em vários momentos, é engraçado descobrir como Brian consegue ser atrapalhado em cada situação, e há partes do livro em que você não consegue parar de rir. Ainda assim, não chega a ser hilariante como todos costumam dizer.
Minhas expectativas para esse livro não estavam tão grandes, apesar de tudo. Eu só ouvia comentários sobre ser bastante engraçado, o que me incomodou um pouco na hora da leitura (tanto que, há vários quotes na contracapa do livro e no comecinho dele, sobre opiniões que diziam ser um livro “Extremamente divertido”.)
Em relação a história do livro, devo dizer que ainda estou tentando descobrir qual era a intenção de tudo. Veja bem, há varias aberturas, mas ainda assim, achei que o David Nicholls não se focou em apenas uma (tanto que, no final do livro, ele deixa em aberto uma parte que não vamos conseguir entender nunca!), assim, deixando a história fluir a partir daí. Mas foram apenas recortes de toda esses acontecimentos.
O livro não deixa de ser bom, mas também não passa a ser tão interessante como dizem. A narrativa de Nicholls é boa, apesar de haverem muitas referências dos anos passados e nos deixarem (quem não tem Tanto conhecimento sobre filmes, músicas e peças teatrais de antigamente) um pouco distantes devido a isso.
É um livro para passar o tempo (estou quase pedindo socorro por só estar lendo livros como este ultimamente), mas não muito recomendado.

Então é isso gente, espero que tenham gostado e até a próxima (:

sábado, 31 de agosto de 2013

Então eu li "Um homem de sorte".

Olá gente, como vocês estão?
Bom, caso não saibam Nicholas Sparks está no Brasil (por causa da Bienal, etc, etc) e eu como uma grande admiradora do trabalho dele, estive com mais vontade ainda de ler os livros que ainda faltavam para ler.
O livro da vez foi “Um homem de sorte”, e aqui conhecemos a história de Logan Thibault um antigo fuzileiro do Corpo dos Fuzileiros Navais, que esteve por mais de três anos em combate. Enquanto ele estava no descanso entre uma missão e outra, em Kuwait, ele avista uma foto no meio do nada. Contendo nela, apenas a imagem de uma mulher loira e encantadora e uma pequena mensagem com o remetente “E!”. Após algum tempo a procura do dono, ele torna a foto como dele. E é a partir dai que as coisas acontecem. Batalhas começam a surgir e mortes continuam a acontecer durante o combate, e Thibault continua intacto. E ele percebe que pessoas ao seu redor (até mesmo seu melhor amigo, Victor) começam a acreditar que a tal fotografia está o salvando, como um amuleto.
Victor (o amigo de quem falei) acredita cegamente em destino, e tenta convencer Thibault de que esse é o dele: Encontrar a garota da foto e agradecer a tudo o que ela fez por ele. Por salva-lo todas às vezes. Agora ele tem uma divida com a moça. Então ele sai em busca da garota, mesmo com as pequenas dicas que ele tem. E a história se desenrola depois disso...
O livro é bacana ao todo, os personagens são cativantes (uma breve comparação sobre um personagem, que é Muito parecido com a Keith – ex-marido de Beth – é o Kevin de Um porto seguro, gente parece até Ctrl C + Ctrl V. Só eu que percebi isso?), chega uma hora que o romance muito destacado se torna bem chato, mas nada que algumas páginas não acabem com isso. O final me surpreendeu bastante (e olha que é um livro do Sparks em gente) e achei que é um livro que vale a pena. Mas veja bem gente, entendam que quando você está começando a ler um livro do Nicholas Sparks você sabe no que está se metendo. Sabe o que está por vir, então não reclamem.
Já o filme eu estava bem esperançosa. Zac Efron faz o papel de Thibault e Taylor Schilling faz Beth. Mas acabei me decepcionando, infelizmente.
Achei que a escolha de atores foi bem fraca, e por mais que eu adore o Zac ele não me satisfez em questão ao personagem, entende? Por mais que quando eu estivesse lendo soubesse que ele já havia feito o filme, eu pensei em um personagem completamente diferente, não só em questão física, mas ele completo. Não consegui assistir ao filme completo, vou tentar dar uma segunda chance para continuar, então veremos.
E vocês? O que acharam do livro? E do filme?
É isso gente, espero que tenham gostado e até a próxima (:


“Tinha consciência de que Logan a tinha observado a noite toda, tentando não encarar, ela sabia que tinha feito o mesmo com ele. Gostava da maneira de como ele a fazia se sentir. Gostava de ter percebido que ele a achava atraente, porem sem possuir nenhuma urgência ou desejo ansioso que os homens frequentemente demonstravam quando olhavam para ela. Pelo contrário, parecia feliz simplesmente pelo fato de estar ao lado dela, e, sem saber o motivo, era exatamente do que precisava.”

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Então eu li "Mockingjay".

Olá gente, como vocês estão?
E hoje, pra completar a trilogia, vamos falar sobre o último livro de THG?
Mockingjay, e não me permito dizer o nome que nos foi traduzido, pois sinceramente, é ridículo. Explico a vocês que “Mockingjay” é o nome dado a um pássaro, criado e desenvolvido pela autora Suzanne Collins. E aqui no Brasil, traduziram-no como “Tordo”, que é um pássaro que já existe. Além desse pequeno ponto, o terceiro livro que se chama Mockingjay foi traduzido e deixado com um nome terrível, a meu ver. Então se quiserem descobrir o título brasileiro, deem uma pequena pesquisada. Aqui, vamos trata-lo como Mockingjay.
Enfim. O terceiro livro da trilogia começa cheio de conflitos. Primeiramente com Peeta nas mãos de Snow, pois após o fim da 75ª edição do Hunger Games Katniss é resgatada, junto a outros tributos, e levada ao Distrito 13. Mas espera ai, não existiam apenas 12 Distritos? Pois é, em Mockingjay descobrimos também que o Distrito 13 sempre existiu, apesar das histórias contraditórias que a Capitol contavam os outros distritos. Então o começo da história podemos conhecer um pouco mais desse distrito. E é aqui onde Katniss recebe o poder de ser o Mockingjay (que agora, é o símbolo da rebelião entre os distritos e a Capitol. Pois todos estão casados de serem tratados como são). Realizando rebeliões, divulgando-as e assim, querendo acabar com o poder que o Presidente Snow tem acima de todos.
Nesse livro, que eu considero o melhor da trilogia, temos um clima mais pesado. O assunto da vez é guerra. O romance aqui não ganha muito espaço, apesar das coisas que estão acontecendo entre Peeta e Katniss. Aqui vemos que Collins não estava de brincadeira, arregaça as mangas e nos mostra a parte cruel (como vemos em uma das ultimas partes do livro que são horríveis pelo grau de catástrofes). As guerras, os desastres e as mortes.
Uma dica que eu dou é: Não goste de nenhum personagem, pois ele vai morrer. Haha. É trágico, mas uma grande parte do elenco acaba ficando pelo caminho, até mesmo um dos meus personagens preferidos acaba partindo. E pior que isso é o jeito que alguns personagens acabam morrendo, não ganham “destaque”, morreu e pronto. É tudo em clima de guerra mesmo. Aqui, acabo concordando que a trilogia deveria ter uma faixa etária um pouco maior, pois se fosse, os filmes teriam bem mais ação e seriam melhores do que são (veja bem, Amo o filme que foi lançado, e mal posso esperar para o Catching Fire, não me xinguem, haha).
Sobre o final, ouvi e li muitas criticas sobre a atitude da Katniss, ou outras coisas. Achei que se o final nos contasse um pouco mais sobre como cada personagem acabou ficando, depois das perdas que tiveram que aceitar etc etc, seria mais interessante, mas para mim foi mais que satisfatório (Tirando o epílogo, desculpem, não gostei).
Sobre o filme não tenho muitas informações. Na verdade, uma das únicas coisas que sei é que será dividida em duas partes, e pelo que pesquisei, não sei muito bem o que esperar do primeiro filme, já que ficou com a parte mais “chatinha” e parada do livro. Já a segunda parte, adianto que terá muito ação.
Concluindo a trilogia: Não acho que seja tão excepcional quanto dizem, mas estou bem viciadinha nela, rs. Acho que se for pra dar uma chance, é válida. Por ser uma distopia, o suspense político, a crítica à sociedade. É algo bem interessante e diferente de ser lido, então está Super indicado a vocês.
Uma coisa interessante que me foi observado é em questão as capas. Em meio aos desenhos do Mockingjay conseguimos distinguir um pouco a história. Explicando melhor: No The Hunger Games o Mockingjay está preso no aro. No Catching Fire o Mockingjay já está abrindo as asas e ganhando uma tonalidade diferente. E no ultimo livro “Mockingjay” o próprio Mockingjay está livre, e observando com atenção, vemos o aro quebrado atrás dele. Esse detalhe é incrível!
Enfim, então é isso, espero que tenham gostado e até a próxima (:

“Eles podem me engordar. Eles podem refazer todo o meu corpo, me dar roupas elegantes e me deixar novamente bonita. Eles podem bolar armas de sonho que ganharão vida em minhas mãos, mas jamais farão novamente a lavagem cerebral para me convencer da necessidade de utilizá-las. Não tenho mais nenhum compromisso com aqueles monstros chamados seres humanos. Eu mesma me desprezo por fazer parte deles. Acho que Peeta tinha certa razão quando disse que poderíamos destruir uns aos outros e deixar que outras espécies decentes assumissem o planeta. Porque há algo significativamente errado com uma criatura que sacrifica as vidas de seus filhos para resolver suas diferenças. Para onde quer que você se vire, você enxergará esse tipo de visão de mundo. Snow pensava que os Jogos Vorazes eram uma forma de controle eficiente. [...] Mas no fim, a quem tudo isso beneficia? A ninguém. A verdade é que viver num mundo onde esse tipo de coisa acontece não traz benefícios a ninguém.”

sábado, 17 de agosto de 2013

Então eu li: Em Chamas.

Olá gente, como vocês estão?
Eu sei que faz tempo que não posto aqui, mas nas ultimas semanas não consegui ler mais nada além de Hunger Games. Estava esperando meu box chegar, e quando chegou, não tive olhos para outros livros.
Catching Fire (ou Em chamas) é o segundo livro da trilogia. Ainda narrado pela personagem feminina Katniss. E é aqui que vamos entender um pouco mais sobre como é que os vitoriosos do Hunger Games vivem após os jogos. Descobrimos que eles precisam passar por todos os distritos para uma conhecida “Turnê dos vitoriosos”, aonde eles se apresentam e conversam com cada distrito. Tenho que adiantar que o começo é maçante, então as primeiras 100 páginas são mais blá blá blá. Mas até chegar a parte em que o próprio presidente Snow (presidente da Capitol) vai até a casa da Katniss para ter uma conversa particularmente assustadora aonde ele explica que a Capitol está no comando e a cada deslize dela, eles acabarão com tudo o que ela mais teme ser tocado. E isso acaba fazendo com que ela controle todos os passos que dá. Até perceber que independente do que possa fazer, de certo ou errado, Snow está tentando controla-la. Mas a ficha só cai realmente pra ela, quando lhe é informado que irá participar da 75ª edição do Hunger Games, onde estará ela, Peeta e mais 22 tributos vencedores dos jogos. Basicamente é isso que eu posso comentar pra vocês.
Por mais que eu tenha conseguido ler bem rapidamente, o livro, como eu disse, é bem maçante. O começo é beeeeeem lento, depois fica bem empolgante e o final pra mim foi muito chato. Resumidamente, eu esperava mais desse livro. Até porque, pra muitos, esse é considerado o melhor livro da trilogia, mas eu não vi tudo isso. Pra mim acabou sendo apenas o livro em que liga The Hunger Games ao Mockingjay. Outra coisa que me irritou muito nesse livro foi esse tal triangulo amoroso entre o Peeta, Katniss e o Gale. Achei desnecessário.
O que podemos perceber aqui é o crescimento e o amadurecimento da Katniss e isso é algo bem legal de se acompanhar.
Outra coisa que Preciso comentar é a edição maravilhosa desse livro. Essa capa é tão linda que não conseguia parar de olhar pra ela! Haha. Gostei muito que foi deixado nessa edição, mantendo-a como a original. A diagramação é a simples mesmo, então está bem bacana.
Sobre o filme, eu estou Muito ansiosa pra assistir e ver como eles farão a parte da arena dessa vez, e vocês, qual parte estão ansiosos para assistir?
Também soube que Coldplay entrará na trilha sonora do filme, junto com, mais uma vez, Taylor Swift. Pelo que soube, farão uma parceria em um música chamada Atlas, que a banda já até divulgou um manuscrito (se quiser conferir clica aqui). Não sei o que pensar sobre a parceria, mas só pelo Coldplay estar já prevejo que a trilha sonora será demais, apesar de gostar bastante da primeira de Hunger Games.

Bom, então é isso gente, espero que tenham gostado e até a próxima (: 

“Naquele movimento ligeiro, vejo o fim da esperança, o começo da destruição de tudo o que me é mais caro no mundo. Não consigo adivinhar que forma de punição ocorrerá, a que distância será jogada a rede, mas quando tudo estiver terminado, é muito provável que nada mais reste. Então é fácil imaginar que num momento como esse, eu seria acometida por completo desespero. Isso é o mais estranho. O que mais sinto é alívio. Sinto que posso desistir do jogo. Que a pergunta sobre se consigo ter sucesso nesse empreendimento foi respondida, mesmo que essa resposta tenha sido um sonoro não. Que se tempos desesperadores clamam por medidas desesperadas, então estou livre para agir tão desesperadamente quanto desejar.”